quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Os próximos passos da venda

Agora estamos diante de vendedores experientes, acostumados a suplantar objeções e a enfrentar as mais duras negociações, esticando até quase arrebentar o elástico regulador do preço dos produtos com os quais trabalham. O que dizer para águias perspicazes como essas?

Eis aí um dilema considerável para consultores especialistas em treinamento de motivação e melhorias contínuas em vendas de alta performance. O que desenvolver que ainda não tenham visto, ouvido, vivido e experimentado no competitivo mundo da venda? O som do que fazemos é sempre mais alto do que o som das nossas palavras.

Começaria recorrendo aos fundamentos milenares das artes marciais, o Karatê, por exemplo, cujos princípios estão por aí disponíveis na internet. Nessa categoria de esporte presenciamos lutadores faixa preta treinando diariamente ao lodo do principiante faixa marrom, repetindo disciplinadamente os primeiros movimentos da modalidade.

Exercitam corpo e mente para ganhar força, precisão e poder de concentração. Liberam energia e alimentam o espírito com pensamentos positivos que consolidam ainda mais o poder do subconsciente rumo ao aperfeiçoamento contínuo da arte de lutar com determinação, flexibilidade, equilíbrio e amor.

Seria um exagero pensar em orientar campeões de venda a exercitar, repetir os fundamentos da venda com freqüência, assim como fazem os praticantes das artes marciais? Claro que não, uma vez que todo o profissional talentoso considera o treinamento tão importante quanto o oxigênio que respira. Todo o artista de talento treina, ensaia, pratica e repete os princípios milenares da sua arte.

O treinamento proporciona maior segurança ao profissional, elimina os medos e possibilita um direcionamento melhor do trabalho de venda, um verdadeiro passeio através do seu eu interior. Pesquisas sobre o assunto comprovam que mais 30% dos vendedores desistem de uma venda por falta de coragem de ouvir a palavra não do cliente. Mostram, também, que o vendedor gasta cerca de metade do tempo em tarefas improdutivas que acrescentam muito pouco ao seu desempenho profissional.

Embora o artista esteja sempre se aprofundando nas técnicas que fundamentam sua arte, quando sobe ao palco, esquece delas e usa os recursos da emoção para empolgar a platéia. O vendedor precisa conhecer a técnica para então poder liberar a emoção e o entusiasmo quando estiver atuando numa negociação de venda. Nesse momento nobre, a atitude do vendedor suplanta seus conhecimentos básicos de venda.
Entram em cena a personalidade e o carisma do vendedor!

Existe uma diferença entre trabalhar duro e trabalhar com eficiência, usando com sabedoria as competências que todo o bom vendedor consegue desenvolver ao longo do tempo. Pequenas diferenças na performance atual, disciplina, ajustes na forma de trabalhar, um avanço aqui outro ali, produzem grandes resultados na somatória do trabalho de venda.

Robert Abraham, especialista em superação de limites na arte de vender, sintetiza tudo isso em duas siglas de três letras: DDC + PET ou Desejo, Dedicação e Conhecimento. Mais Prática, Ensino e Treino. Assim, com intensidade e disciplina, o vendedor consegue despertar e desenvolver talentos que por ventura estão adormecidos no seu subconsciente.

Um profissional bem-sucedido precisa dominar com brilhantismo pelo menos sete talentos. Se você acha que um é suficiente, então comece a se preparar para subir mais seis degraus na escala da competitividade. Ou estará fora do jogo

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A importância do treinamento para profissionais de vendas

por Eugênio Sales Queiroz

Sabemos que para ser especialista em uma área de atuação é preciso se capacitar constantemente. Na área de vendas, não é diferente.

São inúmeros os motivos por que vendedores precisam participar de novos treinamentos para que não cometam erros por estarem desatualizados. Através de treinamento sério, e não apenas de oba-oba, o profissional de vendas pode adaptar novos métodos ao seu dia-a-dia profissional.

Nos treinamentos, os vendedores também podem aprender técnicas novas e mais avançadas que imediatamente devem fazer parte da sua maneira de conquistar novos clientes.

Mas o profissional de vendas que realmente deseja prosseguir em sua carreira também pode ser um autodidata, ou seja, buscar, através de revistas especializadas e livros, novas informações que o ajudarão a ser um profissional mais bem preparado e competitivo.

Atualmente, não há mais espaço para “os reclamadores de plantão”. Existe, sim, oportunidade de grande sucesso para o profissional que se prepara e está constantemente em busca de novas soluções para sua performance profissional.

Você, que é da área de vendas, não perca mais tempo, participe de novos treinamentos profissionais e não pare de aprender. Afinal, o mundo globalizado pertence aos mais bem preparados.

Pense nisso e boas vendas sempre!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Por que alguém se torna vendedor?

Por Edson Rodriguez

Uma das primeiras razões pelas quais as pessoas entram para o setor comercial é simplesmente porque “foi o que apareceu”. Encaremos os fatos: a maioria das pessoas tem pouca ou nenhuma ideia a respeito de qual atividade seria perfeita para elas. Apenas trabalham nos empregos que conseguem.

Posto que a atividade comercial representa uma fatia enorme do mercado de trabalho (você já deve ter visto aquelas faixas de “Estamos admitindo vendedores com ou sem experiência”), é natural que uma parcela significativa da força de trabalho se direcione para essa área de oportunidade. Mesmo aqueles que não têm o menor jeito para isso buscam lugar no setor de vendas. A demanda é tanta que alguns segmentos do setor empregam praticamente “qualquer um”, principalmente, nos cargos de vendas que são apenas comissionados.

Uma prática relativamente comum de alguns setores é a de atraírem pessoas jovens para que vendam produtos ou serviços, em um sistema de comissões com pouco ou nenhum salário fixo. O que ocorre é que essas pessoas acabam oferecendo o produto para seu círculo de parentes e amigos próximos, que se sentem compelidos a comprar para ajudar. No entanto, quando esse círculo se esgota, o próprio indivíduo acaba desistindo, pois não vende mais nada. Pouquíssimos conseguem sobreviver nessa situação. É a chamada “seleção natural” em vendas. Apesar disso, para a empresa empregadora esse vendedor cumpriu seu papel, pois vendeu para as pessoas que podia vender.

Ainda hoje temos encontrado organizações onde as áreas tidas como comerciais tem verdadeiro repúdio às palavras vendas e vendedores, como se isso fosse algum estigma ruim ou simplesmente não estivesse no nível deles.

Muitas empresas disfarçam cargos com nomes pomposos ou simplesmente intitulando-os por suas outras funções. Gerentes de conta, por exemplo, na rede bancária. São os vendedores do banco. Account executives, engenheiros de marketing, consultores disso ou daquilo e por aí vai. Na verdade, todos são vendedores, alguns 100% do tempo, outros menos, dividindo com atividades de suporte, mas ainda assim o são.


O que o setor de vendas representa no mercado de trabalho.

Em uma estimativa superficial, a área de vendas deve significar algo em torno de 35% das posições de trabalho no mercado. Só o segmento varejista responde por aproximadamente 20%. O setor de vendas pode ser subestimado às vezes, como já foi dito, mas é cada vez mais comum hoje em dia que os principais executivos das organizações sejam oriundos dessa área, o que nos dá a dimensão de quanto ela pode crescer.

É um setor que tem tendência a aumentar a participação no mercado de trabalho, em detrimento de outros, cuja tendência é diminuir.


Pessoas qualificadas x pessoas não qualificadas. Estudo de caso.

O que significa trabalhar com pessoas sem qualificação em detrimento de pessoas qualificadas? No mercado de varejo ainda persiste a tendência de se contratar por “conhecimento” ou “indicação”. Ocorre que pessoas com pouca ou nenhuma qualificação geram atendimentos ineficazes, que se refletem em faturamentos insuficientes.

Tivemos uma experiência muito interessante em uma rede de lojas de roupas masculinas na cidade do Rio de Janeiro, há alguns anos atrás. O nosso objetivo enquanto consultores era identificar as razões pelas quais alguns vendedores se destacavam mais nas vendas que os outros e estabelecer um plano de ação a respeito.

Assim, como parte do processo de consultoria, fomos às lojas acompanhar os vendedores. Como o sistema de atendimento era de rodízio na entrada da loja – o vendedor da “vez” – acompanhávamos todos até termos 10 atendimentos de cada um. Esse sistema pressupõe que todos os vendedores deverão ter chances mais ou menos iguais de resultado.

Havia um grande grupo de vendedores na loja, mas para sumarizar, falaremos apenas de três deles, do melhor, ou vendedor A, do regular, ou vendedor B e do pior, ou vendedor C. Os resultados foram os seguintes:

Vendedor A: em dez abordagens, vendeu para sete clientes. Característica principal: era simpático, não falava muito, entretanto instigava o cliente a falar. Em algumas ocasiões percebeu oportunidades de venda de outros produtos simplesmente na conversa com o cliente. Um dos clientes que ele atendeu havia entrado apenas para comprar uma calça. O vendedor A lhe apresentou os modelos e enquanto fazia isso, de um modo displicente foi combinando em cima do balcão algumas opções de camisas e cintos. O cliente se interessou por uma camisa de viscose e por um cinto. Na sequência do cinto, foi mostrado um mocassim que ele também comprou. Até aí são os conceitos de venda adicional e venda casada. Acontece que, durante a conversa, o cliente mencionou que iria viajar para o Nordeste em férias. Essa deixa abriu mais espaço para o vendedor A lhe mostrar uma linha de camisetas e bermudas. Nessa venda, no total foram dez itens diferentes para um cliente que havia entrado somente para comprar uma calça.

Escore de itens vendidos por cliente do vendedor A: em média quatro itens por cliente. Depoimentos dos outros clientes também foram elogiosos e a média das notas que deram ao vendedor A ficou em 9,2.

Vendedor B: em dez abordagens vendeu para quatro clientes. Sua característica principal era a animação. Falava muito. Sua taxa de venda adicional foi de 1,5 itens em média. Observamos que ele não ofereceu sistematicamente produtos casados em todas as abordagens, somente em duas. Nessas, o que ele ofereceu, vendeu.

Os clientes consideraram o atendimento do vendedor B muito simpático, simples e correto e a média das notas foi de 8,4.

Vendedor C: Em dez atendimentos, converteu apenas dois. Não houve venda adicional. Curiosamente esse vendedor era o mais bem apessoado entre os três aqui mencionados. Seu estilo era quieto e a partir do clássico “posso ajudar?” ele se limitava apenas a mostrar o que o cliente pedia, não respondendo às objeções nem oferecendo alternativas ou produtos casados. Os atendimentos foram rápidos e a média foi de um item por compra. Os clientes que compraram, levaram apenas o produto pedido inicialmente. A sua média de notas dadas pelos clientes ficou em 8.

Vejamos o vendedor A versus o vendedor C. Uma diferença de apenas 1,2 pontos na média de notas dadas pelos clientes significou nessa amostragem um índice de conversão em vendas 50% mais alto e uma média de itens por venda quatro vezes maior. Isso tem um significado interessantíssimo. Os clientes parecem gostar de vendedores aparentemente passivos, tanto quanto de vendedores mais comunicativos e verbais, mas compram muito mais de uns do que dos outros.

A qualificação das pessoas que fazem a função de vendas é importante exatamente por esse motivo. Pessoas bem qualificadas são aquelas similares ao vendedor A. Trabalhar com elas significa investir em quem irá produzir mais e melhores resultados.

As questões que se colocam aqui são:

1 – Por que alguns vendedores vendem mais que os outros? Quais as variáveis?

2 – Como usar essas informações em processos de Recrutamento e Seleção de novos vendedores?

3 – Como usar esses estudos para treinar, desenvolver e corrigir vendedores que já estão na equipe?


*Extraído do livro “POR QUE ALGUNS VENDEDORES VENDEM MAIS QUE OS OUTROS?” – Ed. Jaboticaba

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

As objeções fazem parte da sequência natural de vendas...

Às vezes, até parece que os clientes têm seu próprio programa de treinamento para aprender todos os aspectos negativos que podem, possivelmente, ser levantados. 

Alguns vendedores têm sempre uma objeção que lhes dá pesadelos. A coisa os preocupa tanto que, esperam ouvir de todos os clientes a objeção que mais temem. Adivinhou o que acontece? Muito em breve, é exatamente a que ouvem.

Campeões estudam os pontos fracos de seus produtos e aprendem como tratar a situação. Fazem isto com frequência, reconhecendo a desvantagem e imediatamente comparando-a com uma vantagem:
"Sim, nossos valores são mais elevados que a concorrência, mas nossos produtos possuem benefícios que agregam mais valor, o que seguramente compensará o investimento feito".

Logo que o vendedor confirmar que eliminou a objeção, ele deve continuar entusiasticamente.

Uma boa dica, a fim de indicar que o último passo foi ultrapassado, e que vai passar ao seguinte, é utilizar também a linguagem corporal enquanto falar. Isto é, fazer um gesto apropriado, olhar ou dar um passo numa nova direção, virar a página de sua proposta, mexer-se em sua cadeira , fazer algum movimento físico, seja ele grande ou pequeno.

Quem move e dá vida às organizações é o seu pessoal. É ele o propulsor dos negócios."

Este Blog é uma ferramenta de informação para todos que se interessam por negócios, se desejar contribuir com comentários, sugestões, críticas ou artigos basta nos enviar que ficaremos felizes em tê-lo como colaborador, se você quer apenas trocar idéias sobre o assunto nos envie um e-mail (mtadeurs@gmail.com) e teremos muito prazer em responder. Vamos lá... participe, é só mandar

Escreva... Participe... Compartilhe... O conhecimento não compartilhado se perde.

*Matérias assinadas deverão mencionar a fonte.

Lei de Pareto... Você conhece ?

Vilfredo Pareto, um economista, em 1897, realizou um estudo estatístico que, mais tarde, viria a se tornar conhecido como Lei de Pareto ou Regra 80/20. Naquela ocasião, ele estava analisando os padrões de riqueza e renda na Inglaterra e constatou que a maior parte das riquezas estavam nas mãos de poucas pessoas. Até aí, nada de mais. Mas o que chamou a sua atenção foi um padrão, uma relação matemática entre a proporção de pessoas e a renda recebida por este grupo: 20% das pessoas de qualquer grupo que ele estudasse, detinha 80% da riqueza disponível. Essa distribuição desequilibrada recebeu o nome de Lei de Pareto ou Regra 80/20 e até hoje é amplamente confirmada, em diversas oportunidades. Por exemplo: 20% dos vendedores de uma equipe produzem 80% dos resultados em vendas; 20% dos clientes da sua empresa garantem 80% dos resultados financeiros. Na sua casa, é quase certo que você usa 20% do seu guarda-roupa em 80% do tempo.

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Negociação

A negociação é um fato diário e inevitável na vida de todo o ser humano. Ela é produto de uma situação contraditória, onde é necessário tomar uma decisão sobre algo em que os direitos de outros estão envolvidos. Em qualquer situação da vida diária nós estamos negociando algo, especialmente nos negócios. Muitos acreditam que sabem negociar, mas a realidade é muito diferente, pois alguns ainda pensam que negociar é enfrentar à outra parte para ganhar tudo ou perder o mínimo possível. Trata-se de um grande equívoco. Negociar não significa enfrentamento, mas sim harmonização de uma situação entre as partes, para que todos os envolvidos possam obter benefícios.

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Para Pensar


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"Bons líderes fazem as pessoas sentir que elas estão no centro das coisas, e não na periferia. Cada um sente que ele ou ela faz a diferença para o sucesso da organização. Quando isso acontece, as pessoas se sentem centradas e isso dá sentido ao seu trabalho."

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Os dias prósperos não vêm por acaso; nascem de muita fadiga e persistência. Os dias prósperos não vêm por acaso; nascem de muita fadiga e persistência. ( Henry Ford )"
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"O ser humano por sua própria natureza tem uma visão limitada sobre o mundo, dizem os especialista que nosso campo de visão consciênte não ultrapassa 2 metros de distância de nossos olhos. Somente aqueles que aprendem a ver mais longe enxergam as melhores oportunidades."

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"Toda a arte de ensinar é apenas a arte de acordar a curiosidade natural nas mentes jovens, com o propósito de serem satisfeitas mais tarde." (Anatole France)

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